Vírus Ébola: Guiné Equatorial manifesta solidariedade para com a República Democrática do Congo com 1 milhão de dólares
A Guiné Equatorial, por intermédio do Presidente da República, Obiang Nguema Mbasogo, manifestou esta segunda-feira, dia 1 de Junho, a sua solidariedade para com a República Democrática do Congo (RDC), através de uma doação de 1 milhão de dólares (cerca de 560 milhões de francos CFA), destinada ao combate ao vírus Ébola, que volta a afetar o país e mantém a comunidade internacional em alerta.
“O nosso país solidariza-se com a República Democrática do Congo e com os restantes países vizinhos cujos governos, povos e famílias estão a ser afectados pelo Ébola. Manifestamos igualmente o nosso apoio aos profissionais de saúde que estão na linha da frente a salvar vidas humanas. Esta solidariedade não constitui uma simples tomada de posição política, mas antes uma obrigação moral e humana de assumirmos a nossa responsabilidade perante o sofrimento das populações africanas”, declarou Obiang Nguema Mbasogo, num discurso dirigido àquele país da CEEAC e a outros igualmente afectados por casos deste vírus.
O gesto de solidariedade teve lugar na presença do representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Guiné Equatorial, do Ministro de Estado dos Assuntos Exteriores, Simeón Oyono Esono Angué, do Ministro da Saúde, Mitoha Ondo Ayecaba, e de outras autoridades da Presidência da República.
Com esta iniciativa, o país volta a reafirmar o seu compromisso no combate a este novo surto do vírus Ébola.
Segundo dados divulgados esta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos suspeitos de Ébola na República Democrática do Congo baixou para 116, quando na semana anterior ultrapassava os 900. Muitos destes casos foram excluídos após exames médicos realizados a pessoas com sintomas compatíveis com a doença. Já os casos confirmados totalizam 321, enquanto o número de óbitos se cifra em 48, de acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.
O reaparecimento do Ébola não constitui uma situação inédita para a Guiné Equatorial. O Ministério da Saúde já elaborou um plano inicial com propostas de acção imediata, centradas no reforço da vigilância epidemiológica, da capacidade nacional de resposta, dos mecanismos de coordenação interinstitucional e das medidas preventivas em pontos estratégicos do país.