Tomada de Posse do 21º Presidente da República Portuguesa

Publicado em 10 de março de 2026 às 13:08

Na segunda-feira, dia 9 de Março de 2026, realizou-se em Lisboa a cerimónia oficial de tomada de posse do novo Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, no Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, no âmbito de uma sessão solene desse órgão, na presença das seguintes três categorias de convidados especiais:

Em primeiro lugar, a presença de Sua Majestade o Rei Felipe VI de Espanha, país vizinho e principal parceiro de Portugal;

Em segundo lugar, a participação do Presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta, na sua qualidade de Presidente em exercício da CPLP;

Em terceiro lugar, as ex-colónias portuguesas, com a presença dos Presidentes de Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, respectivamente, reflectindo o peso histórico e político das relações que Portugal mantém com esses Estados africanos de língua portuguesa.

A composição das delegações permitiu igualmente observar a ausência de alguns Estados-Membros da CPLP, entre os quais o Brasil e a Guiné-Bissau, circunstância que revela um quadro de representação selectiva na lista de convidados.

No seu discurso de investidura, o novo Presidente sublinhou a necessidade de preservar a estabilidade democrática, garantir o funcionamento regular das instituições e reforçar a coesão nacional, num contexto político caracterizado por uma maior fragmentação do panorama partidário.

A transparência e a ética são pilares inegociáveis para o novo Chefe de Estado, que se descreve como um homem "sem amarras" e independente. O Presidente da República prometeu tolerância zero à corrupção, afirmando estar disposto a dar “murros na mesa” para defender a integridade pública. Adicionalmente, defende uma regeneração das instituições para combater o abstencionismo e a desconfiança política, promovendo uma maior participação cívica.

Reafirmou ainda o compromisso de Portugal com uma política externa activa centrada no multilateralismo com a União Europeia e na valorização da CPLP, dos seus laços históricos e culturais, e no reforço do diálogo com África num contexto geopolítico internacional cada vez mais competitivo.

Nesse sentido, a orientação expressa pelo novo Presidente confirma a centralidade que o espaço lusófono continua a ocupar na política externa portuguesa, circunstância que reforça a relevância da participação activa da República da Guiné Equatorial nos processos de concertação e cooperação no âmbito da CPLP.